CUSCUZ DA LIA

Maria Fernandes Cathalá, (Maria Fernandes Castro, nome de solteira), natural de Palmeiras Bahia, filha de Aurélio Gomes Castro e dona Guiomar Fernandes Castro. Maria Fernandes era popularmente conhecida por Lia e teve como irmãos: Leonor Fernandes Castro, Adalgisa Fernandes Castro, Nair Fernandes Castro, Elza Fernandes Castro, Idalia Fernandes Castro, Álvaro Fernandes Castro, Osvaldo Fernandes Castro e José Fernandes Castro. Lia teve como avós paternos: João André Gomes de Castro e dona Sigismunda Rita de Castro. Lia, era uma criança inteligente, curiosa e muito
dedicada. Por isso, quando pequena ela mesma fazia as roupas de suas bonecas. Tempos mais tarde, aos dez anos de idade, sem ter feito o curso de corte e costura ou ter alguém que lhe ensinasse, Lia começou a costurar suas roupas e as roupas de sua mãe, Dona Guiomar.


COMPRADORES DE DIAMANTES DE POXORÉU

A história da mineração no Brasil como atividade socioeconômica começa no século XVII, com as expedições chamadas entradas e bandeiras que vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planalto Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Antes de falar do comércio de diamantes, cabe aqui destacar a origem, significado alguns mistérios que envolvem a palavra DIAMANTE – este sonho de muitas moças vem do Grego diamas, alteração de adamas, formado por a-, partícula negativa, com damaein, “domar”. Como o diamante é uma pedra que não pode ser cortada por nenhuma outra, os gregos diziam que ele era “INDOMÁVEL”, “INVENCÍVEL”.

No século quatorze, na França, acreditava-se que um diamante aplicado à testa de uma pessoa que sofresse das faculdades mentais a curaria. Ah, se fosse assim, por aqui não teríamos nenhum problema mental. Outro uso do diamante nessa época era para revelar a infidelidade de uma esposa. Um diamante colocado sob o travesseiro dela faria esse efeito. Segundo o folclore, o processo não adiantava para os maridos. Uma tradição mais duradoura é de que o diamante é a pedra usada para manter laços amorosos firmes e longos.

Retornando ao comércio das pedras preciosas, registros narram, que os primeiros diamantes no Brasil foram encontrados por volta de 1729 na região do rio Jequitinhonha, tendo logo despertado a atenção da Coroa Portuguesa. A primeira legislação visando regulamentar a sua exploração foi o Regimento dos Superintendentes e Guardas-mores das Terras Minerais, comum a toda a região. Esse regulamento genérico despertou viva resistência entre os mineradores e, em termos fiscais, mostrou-se ineficaz com relação aos diamantes, cujas características (pequenas dimensões e elevado valor) incentivavam a sua ocultação e contrabando.

Essa intensa busca pelo indomável e valioso mineral despertou o interesse de muitos homens que sonhavam ficar ricos. Então, eles passaram a conhecer os garimpos, a conversar com os trabalhadores e com o dono da lavra diamantífera. Alguns, por ser filhos de pais que garimpavam, já possuíam mais traquejo e um pouco de conhecimento sobre a tão cobiçada pedra, outros se embrenhavam no sertão em busca de poder e muita riqueza e se não tivessem tino comercial, com certeza aprenderiam logo, logo. A notícia de que o diamante tinha alto valor, corria o mundo afora, e com isso, a cobiça e o desejo de se tornarem mais um afortunado, também se estendiam de Norte a Sul do país e do mundo.

Começa mais ou menos assim, a história de muitos homens que viveram em Poxoréu ou que passaram pelo município para comprar ou vender diamantes – os diamantários.

Em todo município, há homens que contribuem com ele de uma forma ou de outra, em Poxoréu, dentre os vários que contribuíram para nosso desenvolvimento, para o engrandecimento de nossa história, estão os diamantários, homens que se dedicavam à compra ou à venda de diamantes.

Sabemos que o homem é um curioso por natureza, é um desbravador, tem instinto comercial forte e decidido, um aventureiro e incansável viajante. Foi assim, por dinheiro, pela ambição de enriquecer rapidamente, pelo brilho inebriante e mágico que saíam do diamante, pelo prazer de encher o bolso e os picuás com o valioso mineral, e principalmente, em ajudar a sustentar a própria família, que os vários diamantários que moram, viveram ou passaram pela nossa Poxoréu, entraram para o mundo comercial. Comercializar era agora a nova profissão desses homens. Sendo assim, conhecer mais sobre a vida deles, desses homens tão bravios, destemidos, persistentes e que colaboraram com nosso município, é de fundamental importância. Todavia, esse trabalho, não se esgota aqui, uma vez que muitas pessoas por aqui passaram e se foram, deixando poucos ou quase nenhum documento, que possibilitasse fazer um registro mais fiel sobre todos. Com certeza, outros poderão complementar, atualizar dados
sobre homens tão valorosos.

ADELINO JOAQUIM LOPES

Adelino Joaquim Lopes nasceu em 03 de abril de 1900, natural do estado da Bahia, irmão de dona Aurelina Lopes ( Dona Lé), esposa de Antônio Cândido da Silva – Sete Escamas. Adelino casou se com dona Maria Carolina Lopes, também baiana. Dessa união nasceram três filhos: Lindaura, Carolina e Agenor Lopes. Lindaura casou se com Antônio Ventura, Carolina casou-se com Manoel Aquino (Pié) e Agenor casou -se com Maria, uma goiana.

Autora: Profª Leda Figueiredo Rocha do Lago

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ALCIDES LAGO

Alcides Lago foi um grande exportador de diamantes de Poxoréu. De acordo com dona Mundica, pelos relatos de seu pai Rafael Cellus, talvez até o maior exportador nas décadas de 30 a 50. Ele comprava diamantes e vendia para um joalheiro do Rio de Janeiro, local onde Alcides adquiriu imóveis (terrenos, casas e apartamentos).


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ALEXANDRE PEREIRA DA SILVA

Alexandre era natural de Barreiras-BA, nasceu em 23/11/1917, veio para Mato Grosso em companhia de alguns amigos e do irmão Vitorino, que foi residir em Alcantilado, Guiratinga e Alexandre se estabeleceu em Poxoréu. A viagem da Bahia até Poxoréu, foi marcada por muitas paradas pelo caminho, ocasião em trabalhavam em algum lugar para obter recursos a fim de custear as despesas, para então chegar ao tão sonhado garimpo de Mato Grosso. Assim sendo, no início da década de 30, já estava residindo em Poxoréu o jovem Alexandre Pereira da Silva.


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ALTAMIRANO ROCHA

Segundo o filósofo alemão Goethe, “o nome de um homem é como a pele que cresceu junto com ele e não pode ser arrancado sem causar dor”. O nome é o que identifica que nos distingue das outras pessoas e representa a nossa reputação, ou seja, tudo de bom ou ruim que há em nós. O nome é tão importante que os indígenas costumam dar aos seus filhos nomes bonitos e imponentes esperando que tenham influência direta na vida deles.

Os sobrenomes, também fazem esse papel e surgiram na baixa Idade Média para identificar as pessoas do povo. Anteriormente só eram utilizados pelos reis e nobres. Com a grande explosão demográfica, para buscar diferenciação, passaram adotar as mais variadas denominações: do pai (patronímico), do lugar de origem (toponímico), do ofício, plantas, animais, características físicas, entre os mais comuns.

Autora: Profª Leda Figueiredo Rocha do Lago

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ALTINO MATOS DA SILVA

Altino Matos da Silva nasceu em 13/12/1917 na cidade de Angical, interior da Bahia, filho de Avelino Pereira da Silva e Emília Matos da Silva. De acordo com relatos da filha Emília, seu Altino saiu de sua cidade natal com 17 anos junto com uns primos mais velhos que ele, às escondido dos seus pais. Vieram a pé, viajaram 52 dias até a cidade de Tesouro- MT. No ano de 1934, Altino e os primos chegaram em Poxoréu, local onde viveu a maior parte de sua vida. Senhor Altino teve 14 irmãos. A filha Emília disse ter conhecido apenas aqueles que moravam em Rondonópolis: Dona Ana, Dona Bela, Dona Losa, Dona Amazila, Seu Salustiano e Seu Adelino.


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AMARÍLIO BENTO DE BRITO

Nasceu em Cuiabá, no dia 21 de março de 1899, filho de Pedro André de Britto e dona Maria Sabina de Britto. Seu pai era baiano e a mãe era cuiabana, seu avô paterno veio da distante e legendária África, estabelecendo-se na Bahia. Amarílio era o primogênito de uma prole formada por dez filhos, a saber: Cacilda, gêmea de Silvino, que faleceu ainda criança; Joana, Sebastiana (dona Batiquinha), Balbina, Benedito, Maria , Conrado e a caçula , Andrelina, conhecida por Dely. Quem seguiu a mesma profissão de senhor Amarílio, foi o irmão Conrado.


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ANIBAL RODRIGUES SETUBAL

Anibal Rodrigues Setúbal era esposo de Dona Dizinha, moravam na rua Mato Grosso, em frente à Praça da Liberdade, abaixo do atual Mercado Tapioca. De acordo com relatos de professora Mundica(2020), dona Dizinha era mulher elegante e ditava a moda para as mulheres de Poxoréu, isto é, ela informava o que se estava usando no Rio de Janeiro e de lá trazia as revistas CRUZEIRO e outras com informações da capital brasileira e fotos de mulheres bem vestidas, trazia também roupas e objetos da moda. Anos depois, década de 50 eles se mudaram de vez para o rio de Janeiro.


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ARTHUR BORGES FARIAS

Natural de Oliveira dos Brejinhos-BA, nasceu em 01/09/1901, filho de: Possidônio Fernandes Farias e dona Maria Rita Borges. Arthur, a exemplo de inúmeros baianos, veio da Bahia a cavalo, junto com outros companheiros, foram vários meses de viagem, passando pelo estado de Goiás, até chegar ao tão sonhado garimpo de Poxoréu, no início da década de 20. Aqui chegando, se dedicou ao trabalho de garimpeiro na região do Alto Coité.


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